terça-feira, 14 de abril de 2015

PENETRA-ME




                                           




                                             
                                             PENETRA-ME




Com o livro sobre o seu peito, dormia aquele corpo, esquecido de suas preocupações habituais do dia. Lá, Davi estava seminu.  Sempre foi hábito da mulher amada permanecer ao som de músicas que lhe dessem o estado de espírito necessário para suas reflexões.  Com o vento forte que soprava da janela, deixou o copo de vinho sobre a mesa e dirigiu-se até o quarto. À porta, percebeu a pouca luz da lua que recaía sobre o corpo dele. Antes de fechar a abertura material que conduzia aquela brisa levemente fria, cuidou para pegar o objeto de leitura do seu amado. O toque leve sobre seu peito, acordou-o. Agora, havia mais uma nova chance para o amor.
   

 Júlia, envolta de seus cabelos negros e longos, com roupas minúsculas que apresentavam a sua volúpia natural, sem nenhum recurso estético, era uma mulher sensual e dada a um homem de igual completude. O toque dela sobre o peito dele ascendeu-lhe o desejo de amá-la. Tão de prontamente, a feroz mulher penetrou-lhe o seu olhar, que traria qualquer deus ou santo para arder em seu purgatório úmido. Os lábios foram levemente encostados e passaram a ofertar beijos carnudos, ardentes, sequiosos, em que suas línguas começavam a dançar com cadência e ritmo. Davi recebeu toda aquela gratuidade de devassidão e a tomou pela cintura, pondo-a sentada sobre ele, de frente, com parte da blusa já expondo os seios e cabelos cobrindo parte da face, reluzindo a ursa, a indomável mulher. 

   Júlia beijou os lábios, o pescoço, e com sucção provocativa e olhos implacavelmente metidos nos dele, foi descendo, ao ponto que os seios cumpria o papel de roscar sobre o corpo seminu do seu homem.  Desceu e quis experimentar o gargalo daquele sexo, indo ao êxtase de sucção, mordidas e fricção manual. Sabia o que fazia... e COMO SABIA! Enquanto ela o saboreava, ele pouco conseguia pensar, ordenar desejos. Seu corpo respondia aos toques com pequenas convulsões de prazer, verborragia pornográfica e ditatorial, ao mesmo tempo que tinha vontade de dizer-lhe que não somente ela é que iria fazê-lo de escravo, subalterno.
     Com isso, retirou-a do gargalo com a mão agarrada na nuca. Conduziu-a para que se mantivesse deitada de costas, levemente inclinada, ao ponto que lhe pudesse tirar a tímida calcinha e poderia saborear aquela nudez.  Havia sofreguidão, ansiedade para que se visse desnuda e preenchida. Davi, deu de uma só vez o que ela merecia por ter se comportado tão impiedosamente, minutos antes.
Aiii...!
Ambos gritaram no ar. 
     
   Seria a vez dela, trepidar sobre brasa pontiaguda. Sentiu as duas mãos firmes a lhe segurar pela cintura e a lhe dar ordens de dança e balanço, e OBEDECIA, como adorava aquele tipo de obediência voraz, faminta e exploradora. Recebia os botes de bom grado e devolvia-os com segundos de aprisionamento. É, ela não seria tão de graça, é de sua natureza contra-atacar.

    Cada vez mais inclinada, sedenta e desafiadora, oferecia-se e ele, seduzido e penetrado na agudeza daquela carne, enfeitiçado por aquela bifurcação, gladiava com ela numa velocidade feroz que inundava seus corpos de suor, até que:
Isso amor, agora, vai...!!!!!

Foi uníssono o ápice da paixão.


  

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