sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Os dados de Deus.








Eu, agora a pouco, estava em um lugar.
Estava junto a amigos.
Lá, minha presença exercia um impacto, uma força, uma alteração naquele ambiente.
Mas, agora, naquele ambiente, estou morta.
Sou ausência.
Nada tenho parte.
E como saber se minha ausência exerce ainda alguma impressão?...

Em alguns momentos, a nossa ausência causa. A nossa ausência, em alguns momentos, é ativa!
Em outros momentos, é um nada, o nada!!!

Mas eu, agora, já causo ou não causo em outro momento, em outra pessoa.
Agora, eu causo aqui; agora, causo em nós.





Por: Eliane Vale

sábado, 24 de outubro de 2015

EU NÃO SOU FELIZ EM PEQUENAS OU COM POUCAS COISAS

                                                                     



É impressionante o quanto passamos a vida inteira repetindo frases, palavras sem sentido algum. Coisas que não possuem nexo, mas que soam igualmente a axiomas, quase. Sentei-me para o ato da escrita, peguei uma taça de vinho, geralmente a que me acompanha às Sextas-Feiras, e estava disposta a escrever sobre o quanto somos capazes de ser feliz em pequenas coisas, com poucas coisas. 






De súbito, um sentimento questionador me invadiu, e antes de eu refutar uma verdade que me escravizava há muito tempo, pesquisei em alguns dicionários o significado para três palavras. Abaixo, deixo-as para análise:


Pouco: em pequena quantidade;


Pequeno: que é feito em limitada escala;


Felicidade: êxtase, intensa alegria. 






Depois dessa rápida pesquisa, o que percebi foi uma incongruência milenar. Não, eu não era feliz em pequenas coisas; eu não ficava feliz com pequenas coisas. As coisas que me deixavam feliz não eram nem pequenas, nem poucas. Elas eram tão completas, tão integrais, tão intensas e extensas dentro de mim que jamais poderiam ser consideras de pouca quantidade. Essa era a incongruência a que me referia. Repito: não havia pequenez, não havia apoucamento em tudo que me fazia feliz ou que me faz feliz.






Mas, não posso negar, e era esta a divergência que havia entre eu e o mundo, que o que me fazia feliz, intensamente transbordada eram situações simples. 


O que me fazia feliz, intensamente feliz era compartilhar qualquer sentimento, qualquer situação que me arrancasse um choro de emoção, uma alegria inesperada, um estado espiritual de puro agradecimento pela vida e por estar viva, também a paz interior. Não havia nisso nada de limitado, escasso. Tudo era dado em esborrotamento. Tudo derramava-se! 






Reparem que a felicidade não é tímida, não pode ser tímida. A felicidade, um sentimento de intensa alegria, não pode caber em uma coisa menos do que ela. Prestem bem atenção: o mundo é feito sob leis universais perfeitas e, entre elas, não existem vazões do que é grande pelo o que é pequeno. Já lhes disse: o maior não cabe no menor, não cabe! Para brotar o que é grandioso, originalmente o fruto também virá de algo grandioso, pode ser simples, na maioria das vezes é simples, porém não é pequeno, reles. E simples, meus caros amigos, quer dizer apenas que não é preciso que seja muito engendrado, complexo, exclusivo. Percebam que não existe uma relação do que é simples com o que é reles, baixo ou desprezível. A definição do que se é simples é apenas dizer o que é natural, comum e potencialmente encontrável nas mais variadas situações. Vejam que o valor do simples é justamente o fato de ele ser possível a todos nós, a qualquer momento.









Diante disso, percebi que era impossível eu ser feliz em pequenas coisas. Sou indisposta a coisas pequenas e poucas, mas as simples, as inocentes, as singelas, as comuns são as que me comprazem.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A BAILARINA




                                                                     

Danças, bailarina! Danças?
Quão leve é teu corpo e tuas plumas...
Quão delineado é teu vestido e teu corte corporal...

Mas , danças? Danças, bailarina?
Saltava no palco, em altos voos a perfeição.
E sobre ti, os olhos eram de sublimação

Mas, Danças... Danças ? Danças, bailarina!!!
Veja! O espetáculo espera por ti!
Ahhhhhh... O palco!!!! O PAL-CO!!!! 
PALMAS PARA TI!

Não! Não digas que em teus pés há calos!
Não digas que possuis órgãos fraturados!
Não digas que teus dedos são feridos 
E possui ferida INCURÁVEl !

Não digas.


A beleza, a beleza é uma falsa anfitriã.
Mas é a feiura, é a feiura que possui a destreza de suportar os calos e a dor.
Vá para o palco, bailarina, e danças... DANÇAS!

É de porcelana?
Mas cacos possuem lâminas !!!
E se é de porcelana, não quebras?
O que há nesta submersa peça?

Com pele alva da máscara teatral cativas também animal?
Ahhh... bailarina... DANÇAS!!! Danças, fera triunfal!
Não percebes que tuas dores alimentam tua beleza?
Que tua leveza vem da chaga em ti instaurada?
E quando voas, és o mais lindo pássaro fulgural?
Então, danças minha pequena fera,
Porque eu hei de esperar por ti,
Para todo o sempre, a tua essencial PE-ÇA !!!

Eliane Vale

sábado, 10 de outubro de 2015

Quando eu morri pela primeira vez


                                                



As maiores mentiras não são as que os outros contam. Somos nós mesmos que fingimos acreditar e acabamos acreditando. Não são os outros os maiores mentirosos, somos nós mesmos, pois, ainda que sabendo ou desconfiando de toda verdade, ainda creditamos, isso mesmo, fornecemos crédito ao que nos contam.   Passei e passo boa parte de minha vida enganada, porém, também desconfiada. O que me engana sempre são os sentidos. Eu não posso confiar nos meus sentidos plenamente, digo sobre esses sentidos tradicionais que todos sabemos dele.

Além de não estarmos e não podermos estar no controle absoluto de nossa vida, ainda podemos ter uma visão muito deturpada das coisas, uma visão fora da caixa, digamos assim.
Tudo começou com um sorvete. Na verdade, não foi com o sorvete, mas posso dizer que o ápice, a conclusão do que digo principiou com um sorvete.  Talvez fizessem duas semanas ou mais em que eu não estava mais conectada a este mundo, talvez essa sensação estivesse perdurando por duas semanas.... Não me lembro mais. E, naquele dia, enquanto eu e meu interlocutor discorríamos sobre filosofia e literatura, algo muito inusitado ocorreu.

Ambos tomavam um sorvete e fui lentamente sentindo uma sensação de dormência e deslocamento. Não, eu não me refiro a um mal súbito, não é isso. O que acontecia naquele momento era outra coisa, outra coisa que me faz dizer que o que vemos não é o que vemos; que o que sentimos não é o que sentimos; e que me prova que quando tenho grandes certezas, na maioria delas, senão todas, estou metida no mais profundo engano e erro.

Veja só. O meu interlocutor discorria sobre os assuntos que já citei e eu, sentada bem ali, começava a sentir a sensação de flutuação. A minha respiração começou a ocorrer muito lentamente, meus ouvidos começaram a ouvir muito distante, até quando não mais ouvia. Comecei a ficar preocupada...  Eu estava ainda ali? Eu precisava disfarçar que estava! Mas eu não estava! Eu não estava! Comecei, então, a perceber o mundo, as pessoas, e todo o meu espaço derredor de uma forma tão incrivelmente lenta e ENCENADA que comecei a pensar que estivesse morrendo.... SÉRIO! Eu estava no teatro do mundo! Eu estava sentada na primeira fila do espetáculo, na verdade, eu era a única pessoa da plateia. 

Assim, eu comecei a imaginar que naquele instante, eu estava morrendo. E melhor, eu comecei a gostar daquela sensação de morte.
Com o passar da conversa, eu comecei a fazer gestos indicativos que ouvia o que meu interlocutor dizia, mas eu não estava mais ali. Não conseguia mais ouví-lo. Logo, eu parei de ingerir o sorvete e fiquei olhando os carros e as pessoas.
Principiou em mim a ideia de que os meus sentidos estavam me traindo...  Que tudo o que eu via bem na minha frente não era real e, naqueles minutos, eu estava experimentando um outro tipo de realidade muito mais ampla, muito mais submersa, muito mais tranquila e de profunda paz. Comecei a ficar preocupada com uma coisa: meus sentimentos de paz e tranquilidade eram tão grandes, tão profundos que além de minha respiração e batimentos cardíacos   terem diminuído, eu me senti pairar... ISSO MESMO! Comecei a sentir que algo projetava de mim e que esse algo era EU MESMA! Era eu que estava me deslocando de minha própria carne. Com isso, o que me ocorreu foram duas coisas: ou eu estava entrando num estado de morte, ou se eu continuasse daquele jeito, logo, meu amigo perceberia que havia em sua frente uma duplicação de mim. Eu não poderia deixar que ele percebesse isso!  Então, senti-me totalmente dividida! Entregaria-me a morte ou não?

Apesar de toda a rua estar completamente movimentada, eu pouco ou quase não ouvia barulho do mundo. Eu via as pessoas passando lentamente; os carros; os acontecimentos...
TUDO ERA UMA GRANDE ENCENAÇÃO de alguém que tentava me enganar. Naquele momento, eu acabava de descobrir:  A REALIDADE NÃO EXISTIA! O mundo estava meticulosamente orquestrado...  Nada era por acaso. Finalmente, eu tinha descoberto.

O que é real, o que é verdadeiro é apenas parte de uma pequena e ínfima percepção que temos; tudo o que se mostra, assim, somente é dessa forma porque é alimentado pelos nossos sentidos, de modo que se conseguirmos, ou melhor, se conseguíssemos avançar a um nível de percepção, de sentidos um pouco maior do que temos, em poucos segundos, nossas angústias e medos se desmontariam, pois, nada é para sempre. Contudo, poderíamos perceber mais claramente nossos medos, inseguranças, alegrias e prazeres se refazerem repetidamente pela simples sensação de não estarmos presos ao tempo, a esta realidade mentirosa.  É engraçado pensar que quando imaginamos que algo é para sempre, pensamos que ela durará a vida inteira, no entanto, se observarmos bem atentamente, o que chamamos do ´´sempre`` é o tempo que ela durar. Frase poética? Não...   Não é isso... rsrs.  Todas as sensações que moram nesse ´´sempre`` que conhecemos nessa nossa realidade é tão falho, tão mutável o quanto uma noite de sexta-feira: tudo pode acontecer ou não. Porém, outro sempre, outra eternidade, aqueles que podem ser alcançados com outros sentidos, não podem ser suportados por uma casa finita que é o corpo humano. Compreendamos: o maior não cabe no menor. Não cabe! É simples!

Eu desisti do sorvete. Passei o tempo todo em silêncio e com o medo de ser descoberta que não estava ali, aliás, que estava em dois lugares ao mesmo tempo. Minha tentativa de disfarce era tão intensa e ao mesmo tempo preocupada que a sensação que eu tinha era que se eu avançasse mais um pouco naquela emoção, meu corpo desabaria sobre aquela cadeira e eu ficaria do lado dele, do lado de meu próprio corpo, observando sua ação inerte, sem vida, enquanto uma multidão e meu amigo me socorreriam.  Em razão disso, eu me aprisionei, pois eu não queria causar aquele tipo de transtorno.

Fiquei sobre o meu próprio corpo e oscilava entre a realidade do mundo, deste mundo, e minha outra realidade. Quantas vezes ficamos assim? Paralelos em nós mesmos? Eu não sei...
Mas seguindo essa sensação, comecei a perceber pequenas conexões entre eu e eu, entre eu e as coisas, entre eu e as pessoas, entre eu e o mundo.  Passei a captar mensagens no silêncio, passei a captar mensagens nas vozes das pessoas, passei a captar mensagens nas atitudes delas. Elas, as pessoas, e todas as coisas desse mundo começaram a se tornar meios de recebimento de mensagens e isso começou a fazer sentindo, inclusive em coisas banais e corriqueiras. Por exemplo?
 Somos pegos de surpresa por coisas banais. O extraordinário, o inusitado, o engano e o erro não são anunciados com uma placa de promoção ou coisa do tipo. Lembremo-nos que a essencialidade dessas coisas é a surpresa, de modo que, todas elas moram nos lugares mais simples, mais comuns, mais corriqueiros que podem existir!  Quando tenho uma certeza muito grande é um sinal de alerta, PRECISA SER UM SINAL DE ALERTA! Principalmente se essa certeza tiver sido atribuída pela quantidade de vezes que já estou adaptada a um fato ou uma ação. Por mais que repitamos ou que julguemos saber de algo, toda ação é uma experiência, de forma que sempre existe a porcentagem para o novo.

A vida segue um padrão. Mas também quebra padrões. E não adianta passar a vida inteira acreditando que você irá fazer o mesmo café, pois um dia, amigo, você não vai. Acredite!
Uma hora você verá que as coisas não estão mais no lugar e que você está dentro dessas coisas. Fazer o quê?  Você sempre vai encontrar a surpresa quando tiver certeza. São as certezas que fornecem as surpresas; As certezas são os disfarces das surpresas...  Entende? Outro dia, eu fazia uma ação tão banal e fui pega mais uma vez. Outro dia, eu conversava com um amigo e fui pega outra vez: mais uma vez eu recebia uma mensagem do mundo paralelo que lhes conto. Outro dia, eu era mais nova; outro dia, eu nem era eu; outro dia, eu era outra pessoa. Outro dia, eu era para sempre e, agora, sou o para sempre que agora sou.

Desculpem-me, mas vocês não podem me enganar. Como vocês fazem parte dessa realidade limitada, então, vocês, também, contribuem para essa grande encenação que vejo; eu também dou a minha contribuição a vocês. Estamos no mesmo barco.  Já lhes disse: todos estamos no teatro do mundo.

Quando passo por aquele lugar, eu gostaria de resgatar aquela experiência que tive, mas ela foi única. Terei outras, tenho outras, mas aquela que mesclava entre morrer, uma boa conversa e um sorvete de chocolate...  Essa não mais virá. De lá pra cá, tenho gritado ao dono do mundo e o desafiado. _QUEM ESTÁ AÍ a me comandar? Ele me ignora completamente, mas eu que não deixo as coisas baratas, disse-lhe que iria contar ao mundo todo o seu joguinho. Estou contando; eu cumpro minhas promessas.  Deus tem medo de mim. Certamente, ELE me cobrará por isso, mas eu prefiro ser o algoz que denuncia Deus ao fantoche dessa fraturada realidade. Então, agradeçam-me por eu ter dito tudo isso, pois corri um grande risco. 


Eliane Vale


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O CANIBAL

                                                   



Foi parindo aquele deformado bicho
Foi parindo os filamentos afiados
Foi parindo aquele denso e ignóbil ser
Foi parindo...
Parindo-se.
O útero se contraiu e ejetou.
Havia comido a dor.
E somente come a dor quem a consegue parir.
E somente pari a dor quem um dia conseguiu comê-la.
E se conseguiu comê-la,
 Já é muito maior,
Muito mais escuro,
Muito mais mortal do que ela.


Eliane Vale 


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

QUANTAS VEZES É POSSÍVEL AMAR ?


             




               Reencontrei um velho amigo na fila de um banco. Hoje, já em seu terceiro casamento, dizia  amar mais uma vez e que finalmente havia encontrado a mulher de sua vida. De fato, a vida, para ele, permanecia estabilizada: o casal estava compenetrado na educação dos dois filhos. O homem de pouca idade e me perdoem aqueles que consideram uma pessoa de quarenta anos velha, era casado a pouco tempo_ cinco anos_ se considerarmos que com as outras ele passara relacionamentos bem mais duradouros. Parecia-me feliz, era isso que meu antigo e bom amigo me parecia. Enquanto o tempo se estendia, ele me contava o que fazia da vida e como conhecera a sua esposa. Seus lábios contavam a sua história, mas em mim, eu fazia uma pergunta interna: O que aconteceu com os amores anteriores? O que aconteceu?


              Bem, aquela conversa terminou e nós trocamos emails para posterior contato. Não havia dúvida, meu amigo amava.
As pessoas me dão muito. Sempre me dão. Eu ganho muito com as experiências às quais sou exposta e, por mais que eu tente manter as coisas naturais, eu sempre capto uma fina camada escondida, uma fina camada sob aquilo que não se diz ou não se tem coragem de dizer.
            
             A vida também nos dá coisas nos momentos mais inusitados. Surpresa, como o próprio nome já diz, é aquilo que nos tira do lugar e que nos empurra a um momento de êxtase ou reflexão em fração de segundos. Assim, foi o que aconteceu quando conheci a seguinte frase: ´´ Somente é possível amar uma única vez``. Quem disse a frase? Outro amigo. Esse, apesar dos muitos relacionamentos, sempre foi muito claro ao dizer que nunca amou. Ele me dizia que estava apaixonado, estivera apaixonado em raras vezes, mas nunca me disse que amou verdadeiramente; e ele ainda busca por esse amor sublime.  Segundo ele e com convicção espantosa, dizia-me que o amor não acaba, logo, não poderia ter amado nenhuma vez, mas estivera apaixonado, ou muito apaixonado, em algumas vezes.
         
             Sinceramente, eu saio dessas conversas, desse tipo de conversa como se eu estivesse me refazendo. Meu intuito, no primeiro momento, é tentar descobrir quem está certo. Seria aquele que disse amar pela terceira vez ou este que me disse que nunca amou, pois, segundo o último, reiteradamente, o amor não acaba.
Está aí uma questão que me acompanhou por muito tempo.  Obviamente não falo do amor universal, fraternal; o que discorro aqui é sobre o amor entre duas almas que se desejam e se permitem sonhar com planos para este mundo e, quiçá, para outro também.
           
             No vai e vem da vida, encontrei o último personagem. Após três anos distante de quem um dia  julgou  estar apenas apaixonado, ele a reencontrou e se descobriu amando, contudo,  e em apenas um ano, o amor eterno e incondicional entre ambos foi abaixo. Agora, naquela conversa pelo telefone, disse-me que em toda a sua vida, apenas naquele momento e por aquela mulher, havia nutrido o amor realmente, no entanto, era preciso continuar a viver. Eu lhe dei os conselhos de praxe, mas não pude esquecer, nunca pude esquecer de toda a sua certeza de ter amado uma única vez; de se saber amar apenas uma vez.  A partir daquele momento, ele precisaria seguir com o coração em frangalhos, no entanto, ele nunca mais amaria? O que faria, então? Será o amor dependente apenas de definição temporal? Sim? Ou Não?
       
             Desde então, como não consegui e não consigo responder a essa questão, e reconheço a minha ignorância na definição do assunto, busco a resposta: Quantas vezes é possível amar?
( Ajudem-me com a questão.)
_ Eliane Vale.