TIC TAC TIC TAC TIC TAC...
É de instantes que se faz a vida. É de instantes e nada mais. Mas estamos metidos, enfiados, enclausurados na insanidade de que temos todo o tempo do mundo. Quem meteu essa ideia em nós ? Quem meteu essa e tantas outras ideias em nós...
É de instantes, é em instantes que acontece um sorriso, um beijo, uma vida e seu um encerramento.
Seria um deus ou alguma divindade culpados por vivermos, assim, a ermo? Não sei...
O tempo passa e a vida acontece, bem ali, de frente para nós, EM NÓS , mas nada! Ainda vivemos na loucura que o tempo não passa.
Por outro lado, que paranoico seria monitorarmos cada minuto, cada hora de vida! Que absurdo seria observarmos, experimentarmos copiosamente a finitude do agora que se passa, da nossa própria vida que se passa...
Somos grandes apenas em nós e para nós e reles para os outros, assim como deve ser. Grandes, para aproveitarmos o máximo de coisas gratificantes; e reles, para entendermos que a finitude é uma visita certa.

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