sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

QUANDO AS ESTRELAS CAÍRAM DO CÉU





Eu segurava estrelas cadentes com as mãos.
Cada uma tinha um brilho incandescente.
Eram estrelas cadentes!
Incrivelmente iluminadas!
Pus-me de joelhos para recebê-las.
Mas, exigiram-me postura ereta:
Que eu ficasse de pé!



Eram estrelas cadentes!
Cada um delas!
Peguei-as.
Observei-as.
Senti cada uma delas.
Cada uma tão iluminada que me ofuscaram os olhos.
Ceguei.
Ainda assim, em plena escuridão, eu segurava todas em minha mão.
Nenhuma delas me deixou sozinha.
Prometeram eterna companhia para iluminar meu caminho.
Eram estrelas cadentes a iluminar a minha eterna escuridão.

Por   Eliane Vale.

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