Às vezes, eu gostaria de entender algumas coisas, gostaria
mesmo, no entanto, tem coisas que são segredos de Deus, e Ele, em toda sua
grandeza, infinidade e completude não pode nos deixar conhecer. Entre essas
coisas que não conseguimos compreender com exatidão, permanece o amor.
Em um mundo cheio de corações quebrados e desencontrados
deve ser uma sorte muito divina quando almas que sempre tiveram a mesma busca
se encontram.
Outro dia, eu falava com uma pessoa e ela me dizia que não
acreditava no amor. Esse é o discurso mais reiterado que existe sobre esse
sentimento. Aposto com vocês que nesse exato momento, se vocês lançassem uma
pergunta sobre esse sentimento a mais ou menos umas dez pessoas, infelizmente,
seriam negativas as impressões sobre ele, do tipo que é lindo, porém, na vida
real, não existe.
Eu olho ao redor e o descrédito em relação a ele é
enraizado. Realmente, amar tem sido um dos planos mais audaciosos e corajosos, principalmente
nos tempos atuais, ainda mais, com tanta oferta nas redes sociais. São muitas questões que dificultam o amor.
Penso eu que se todas as pessoas ou boa parte delas não acreditam que podem
encontrar o amor de suas vidas, então, realmente não encontrarão, afinal, a
mente direciona ao encontro daquilo que temos como intenção. Partindo desse
prisma, então, os desencontros, os casos, as casualidades sexuais sempre
estarão em alta. NADA CONTRA ISSO! POR FAVOR! Mas, é que eu acho que o amor não
é um ladrão, entende? Como? Vou explicar o que eu acabei de dizer.
O amor é uma construção diária e cuidadosa. Primeiro, você
tem que desejar amar! Isso mesmo! Pode parecer uma loucura, mas é isso mesmo!
Se você deseja um amor de verdade, você tem que desejar isso, tem que desejar
que sua alma seja tomada por alguém, que seu coração seja preenchido e que seja
ETERNO. Depois dessa intenção, você tem que acreditar que Deus colocará essa
pessoa na sua vida, e isso, podem deixar nas mãos dele. Deus é um ser sábio por demais, sendo assim,
Ele fará isso. Ele sabe as intenções mais secretas de nossos corações e
permitirá SOMENTE AQUILO que envolve muito mais do que qualquer coisa efêmera
ou carnal.
E voltando ao que eu disse, eu não acredito que o amor seja
um ladrão, algo que rouba de você o ar em quinze minutos sem antes ou depois.
Primeiro, é uma descida sobre cada pele que cobre o ser amado. É dia a dia
estar curioso por conhecer o que há no ser amado e que ninguém conhece, é a
intenção mais real e profunda de abrir sua alma e deixar que o outro entre
dentro dela, e nisso tudo, ambos terem a intenção mais
verdadeira de respeito e desejo por si mesmos. É semelhante a dois grandes
guerreiros que, a princípio, por serem tão bons, poderiam estar em lados
opostos, no entanto, as habilidades de cada um são tão especiais, tão únicas
que sentem a necessidade de se unirem e lutarem do mesmo lado.
Eu não sei qual sua praia, mas estou naquela que diz
que o amor é um empreendimento que deve ser cuidado, observado todos os dias. E
isso, meus caros, acreditem no que eu estou dizendo: é uma das coisas mais
difíceis que existem e podem existir.
Primeiro, você arrisca tudo. Essa é a lei fundamental de
amar. Não há nenhum tipo de garantia, risco calculado, projeção que nos dê a
certeza que teremos lucros. Esse é um projeto de alto risco, em razão disso,
estimo que somente dez por cento queiram dar tudo, absolutamente tudo de si, todas
as suas reservas de mãos beijadas.
Outro ponto bem interessante é que o amor é eterno sim,
porém ele precisa ser tratado semelhante a um bem precioso! E é justamente
nesse ponto onde muitos de nós cometemos erros recorrentes. Temos a mania de
considerar que porque somos amados, não precisamos nos empenhar para que o
sentimento permaneça. Ao contrário! É preciso de atenção, ajustes, além de ser uma
CONSTRUÇÃO! Infelizmente, os desencontros amorosos ocorrem justamente por causa
disso: achamos que o outro vai nos amar eternamente, por isso, o pouco cuidado,
o desdém e tantas outras ações negativas contribuem para o final.
Reitero: o amor é o mais ousado e arriscado empreendimento
que há.
Isso não é uma receita. Não é uma forma de definir o que é o
amor, pois obviamente, como eu disse a princípio, é de conhecimento de Deus o
que ele realmente é. Eu, nesse caso, consigo apontar o que não é; consigo
apontar, também, caminhos que indicam se ele pode vingar em determinado coração
ou não, somente isso.
No fim, eu somente queria que o amor fosse um objetivo, não
o fruto mais escasso do nosso tempo.

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